O espiritismo é uma maldição contra a democracia espiritual. Isso explica a minha bissexualidade espiritual e, principalmente, injeva a Augusto dos Anjos. Confesso que meu corpo não fora uma mediunidade, uma casinha de espíritos, mas um prostíbulo.
DENIS SILVA
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Cala boca Datena!

Um acidente lamentável aconteceu hoje no hospital do Mandaqui, região metropolitana de São Paulo. Uma garotinha de 1 ano de idade teve a ponta do dedo decepada acidentalmente por uma enfermeira, que usou uma tesoura para cortar a gaze que prendia uma mangueira de soro à mãozinha do bebê. Ela foi encaminhada à emergência do hospital paulista para primeiros socorros e passa bem. Está em observação agora.
Uma situação revoltante, muito triste, que denota o óbvio despreparo dos "profissionais" da saúde pública desse nosso querido país. A mobilização da acessoria de imprensa do hospital foi imediata em esclarecer o fato. O Hospital do Mandaqui é uma instituição modelo no caso de urgências médicas. Numa cidade como São Paulo, que tem um acidente de moto toda vez que alguém dá um espirro, uma emergência como essa é de suma importância.
Mas o fato é o seguinte: o dedinho cortado da pobre menina foi manchete como se tivessem sido cortadas as mãos, pés e demais membros da menina e tivessem sido feitos salsichinha deles. Vários jornais On e Off-line noticiaram o fato, estes com as descrições mais pitorescas e contradizíveis que você meu nobre leitor possa imaginar. Mas duas em especial me chamaram grande atenção. A do amador R7.com, site de notícias da Record, e do repórter mais atrapalhado e anti-jornalístico do Brasil, que sá do mundo: José Luiz Datena.
Vamos falar primeiro do R7, esse eu até perdoo, pois são extremamente amadores e queriam muito ser o ao menos organizado globo.com. A manchete está descrita na página (Link: http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/pai-da-crianca-que-teve-dedo-amputado-diz-querer-justica-20110131.html) com uma linguagem aceitável, mas o legal é a frase: "A criança de um ano de idade está traumatizada com o fato." Apelativo, mostra o monstro que essa enfermeira é, que cortou o dedo da menina quase que de propósito. Não é bem assim.
Não consigo imaginar como pode um bebê de um ano, que nem deve saber andar ainda, ficar "traumatizado". Os pais estão. A família está. O hospital, a população está. Mas a menina está agora em uma maca, dormindo sem sedativos. Fica clara a apelação para o lado emocional do leitor, que revoltado vai acompanhar a manchete pelo site garantindo bons acessos. Boa jogada não? Não.
Mas pra piorar, existem piores. Como não podia deixar de ser "a notícia ao vivo" do Brasil Urgente e seu intrépido apresentador Datena expressou toda a revolta popular a respeito do caso ao pé da letra, colocando a voz popular em alto e bom som pelo paladino da justiça de 144kg, que adora chamar alguém de canalha.
Durante a manchate, Datena fez as costumeiras praguejações contra a enfermeira, contra o hospital, falou, falou e acabou dizendo o que todo mundo já sabe de cor: o mantra "O problema começa em Brasília". Mas o mais interessante ainda está por vir.
Foi veiculada durante o Brasil Urgente, no melhor estilo "Vale a pena ver de novo" uma gravação de uma entrevista exibida no programa da rádio Band que é comandado por Datena, o Manhã Bandeirantes, só audível em Sampa. O trecho mostrava uma ligação feita ao vivo com a diretora do hospital corta-dedos, e foi mais ou menos assim:
Datena: -"Estamos na linha com a diretora do Mandaqui, a Sra. Fulana, bom dia senhora fulana!"
Ao que a Diretora respondeu cordialmente: "-Bom dia Datena"
Datena prossegue: "-Doutora a senhora sabe que serão tomadas duras providências acerca desse erro treeeeeeemendo que foi cometido, etc, etc, etc, não sabe?"
A diretora: "-Sim Datena, elas já foram tomadas, a instituição abriu sindicâncias pra averiguar esse triste acidente, em que a porção superior do dedo mínimo da criança foi acidentalmente..."
Nesse momento a fúria postiça de 144kg de Datena foi disparada vigorosamente. Ele usou algo que ainda não o tinha visto usar, o oportunismo para acusar alguém que todos pensam ser culpado, mesmo que não seja de alguma coisa. Isso é para que se afirme como "comunicador forte" e garantir audiência. Afinal ele tem que fazer jus ao salário que ganha da emissora do Cine Band Privé. Interrompeu a médica aos berros dizendo:
"-Olha doutora, a senhora me desculpe mas não venha diminuir o peso dessa PALHAÇADA cometida por essa CANALHA dessa enfermeira. Porque isso se fosse com um neto meu eu quebrava esse hospital no meio! Eu batia em todo mundo! Porque quem escuta meus programas sabe que eu sou um cara grosso, bruto e sistemático! Que história é essa de "dedinho"? Dedinho é o cacete! Podia ser uma unha! Isso é um absurdo etc, etc, etc" (perceberam quantas vezes eu usei ETECÉTARA para falar de Datena?)
A médica, serena e firme explicou a situação sem deixar sombra de dúvidas que o hospital tinha ciência de sua responsabilidade, que ia encaminhar a garota aos devidos médicos para que não restassem traumas. Mostrou porque está no cargo que ocupa, diretora de um dos hospitais públicos mais organizados e movimentados de São Paulo, e que foi tema recentemente e por uma feliz coincidência, de um dos programas da Band: o Emergência 24 Horas, que enalteceu as qualidades do hospital como um dos mais organizados em matéria de urgência.
E veio mais uma demonstração de falta de jeito de Datena para com o jornalismo: se contradisse ao vivo. Após a explanação da diretora ele entrou mais uma vez triunfalmente na conversa e soltou essa:
"-Eu não estou aqui doutora, (longa pausa) para de alguma maneira denegrir a imagem do trabalho da senhora. Mas a administração de saúde desse país é uma PORRRRCARIA"
Dããã. Ele esqueceu que a entrevistada, (ou agredida, sei lá), É administradora de um hospital público, e dos bons! Tudo isso para que? Para se alto promulgar um cara "grosso, bruto e sistemático"! Isso para mim evidencia a falta de tino jornalístico desse matuto que fala "Currrrrva" e "Goverrrrrno" e que chama o Cmte. Hamilton só de Hamilton, porque pensa que a patente dele de âncora afundado é mais alta.
Eu não sei qual é o problema dele, talvez um desejo inevitável de imitar Alborghetti (se não conhece Alborghetti veja o vídeo nesse link, vale a pena!), talvez seja pressão da Band para que ele seja assim, talvez ele seja mesmo mal jornalista... O que eu sei é que a campanha "Cala Boca Galvão!" devia mudar, já que Galvão narra tudo com uma monotonia quase técnica, fala tão pouco ao meu ver, que por mim ele pode continuar falando. Vamos mandar a # no twitter pra alguém que realmente fala demais: #CalaBocaDatena! Obrigado e até amanhã!
KELVIN
Justin Bieber e o novo mundo.
Esta semana li em um renomado site de notícias que o google topics, serviço que mostra as buscas mais acessadas nos últimos 5 dias, apurou que o nome "Justin Bieber" superou o nome "Jesus Crhist" em número de buscas. Confesso que para mim não foi nenhuma surpresa saber disso, na verdade eu meio que já esperava pelo dia que isso ia acontecer.
Isso me fez pensar profundamente nos tempos que vivemos hoje. Vejam bem, não tenho religião, não cultuo à nenhum deus, mas acho absurdo que um ser humano, mesmo que fosse ele Jimmy Hendrix ou qualquer outra lenda do rock clássico desperte mais interesse nas pessoas do que o própio J.C. (Jesus Crhist).
Justin nasceu em Ontário, no Canadá. Hoje ele está com 17 anos. Suas músicas são infinitamente baixadas todos os dias por milhares de pessoas ao redor do globo, e é impossível dizer quantas cópias de álbuns dele estão hoje realmente circulando em Mp3 players e Ipod por aí afora. Toda essa idolatria tem uma unica explicação simples e direta: Justin faz sucesso porque representa uma nova geração fútil e alienada.
Ele não é talentoso. Não canta tão bem assim. Toca quatro instrumentos mas nunca o vi fazendo sucesso por conta disso: os singles de maior sucesso do garoto foram compostos com sintetizadores e programas de computador. A real história de Justin é bem mais simples e sem brilho do que muitos dos fãs pensam.
Até 2006 o garoto não tinha conquistado grandes coisas no mundo da música. Nesse ano ele ganhou segundo lugar em um concurso de canto local. Passou a postar vídeos no youtube, quando um produtor musical, Scooter Braun, que produzia o rapper Usher viu seus vídeos e o levou a assinar contrato com a Island Records, gravadora do meu querido U2.
Tudo muito bom, tudo muito bem. Se não fosse o fato de que as letras são vazias. As batidas eletrônicas são razoávelmente bem sintetizadas mas nada que justifique 80.000 cópias vendidas só em sua terra natal. O garoto é um tanto desafinado, voz muito fina, em certos momentos chegam a ser ridículas suas performances. Então como explicar seu estrondoso "sucesso"?
Justin, Restart, Nxzero, Charlie Brown Jr. são efeitos colaterais (ou não) do que houve com o mundo nos anos 60, 70. Nessa época as pessoas que faziam a música passaram a ser idolatradas como nunca antes tinham sido. Passou-se a se dar uma importância milionária à música, quando se descobriu a venda de discos em massa. Não sem antes descobrir a alienação do público. A incapacidade de distinguir o ruim do bom. O que havia naquela época, e de certa forma continha o processo, era a inocência.
Hoje a fama, a riqueza, o dinheiro, os "highlights" são praticamente prerrogativas para que muitas pessoas se sintam bem, e a inocência como uma palavra que descreve uma ambição moderada morreu. Justin faz sucesso por causa do mau do século XXI: a falta de assunto. A grande jogada de Scooter, seu produtor, foi pegar um garoto que cantava razoávelmente bem, adicionar uma consultoria de estilo que o vestiu, o penteou, e lançou no mercado da música singles, vídeos e performances que fizeram os jovens entediados em casa se imaginarem fazendo o que ele faz: sucesso na internet, sucesso com lindas meninas, sucesso com todo mundo. Justin na verdade é um placebo.
Vejo também o lado desse menino. Na entrevista concedida à Sabrina Sato, do Pânico na Tv (http://www.youtube.com/watch?v=qCcpQ73b3w8) ,justin foi extremamente pernóstico com a apresentadora, que apesar de boba é muito simpática. E assim ela o tratou: rindo o tempo todo, dizendo que ele era lindo, etc, etc, etc. O moleque a olhava com desprezo e antipatia, a olhava como se fosse levá-la pra cama depois da entrevista e ir embora, deixando-a chorando por ele. Você consegue ver isso nas atitudes dele. E isso dá dó. Ele só tem 17 anos, e o sucesso, o dinheiro que fizeram em cima de seu suposto "talento" o fez ter cabeça de 15 e dinheiro de Shaik do Bahrein com apenas 17 anos. De forma nenhum isso é saudável para a cabeça de uma criança, que a 5 anos atrás ganhou um segundo lugar num concurso de canto local. Uma legião de blogueiros mundo afora conseguem acessos criticando-o, fazendo piadas com ele. É acusado de ser afeminado, de ser burro, de milhões de coisas terríveis sendo não mais que uma criança. Justin é vítima do seu própio sucesso. E isso faz dele um triste retrato da realidade midiática do século 21: As pessoas estão preferindo ver a fazer. Lucrar a aproveitar. E isso me deixa muito triste. Até a próxima e obrigado por lerem!
KELVIN
Isso me fez pensar profundamente nos tempos que vivemos hoje. Vejam bem, não tenho religião, não cultuo à nenhum deus, mas acho absurdo que um ser humano, mesmo que fosse ele Jimmy Hendrix ou qualquer outra lenda do rock clássico desperte mais interesse nas pessoas do que o própio J.C. (Jesus Crhist).
Justin nasceu em Ontário, no Canadá. Hoje ele está com 17 anos. Suas músicas são infinitamente baixadas todos os dias por milhares de pessoas ao redor do globo, e é impossível dizer quantas cópias de álbuns dele estão hoje realmente circulando em Mp3 players e Ipod por aí afora. Toda essa idolatria tem uma unica explicação simples e direta: Justin faz sucesso porque representa uma nova geração fútil e alienada.
Ele não é talentoso. Não canta tão bem assim. Toca quatro instrumentos mas nunca o vi fazendo sucesso por conta disso: os singles de maior sucesso do garoto foram compostos com sintetizadores e programas de computador. A real história de Justin é bem mais simples e sem brilho do que muitos dos fãs pensam.
Até 2006 o garoto não tinha conquistado grandes coisas no mundo da música. Nesse ano ele ganhou segundo lugar em um concurso de canto local. Passou a postar vídeos no youtube, quando um produtor musical, Scooter Braun, que produzia o rapper Usher viu seus vídeos e o levou a assinar contrato com a Island Records, gravadora do meu querido U2.
Tudo muito bom, tudo muito bem. Se não fosse o fato de que as letras são vazias. As batidas eletrônicas são razoávelmente bem sintetizadas mas nada que justifique 80.000 cópias vendidas só em sua terra natal. O garoto é um tanto desafinado, voz muito fina, em certos momentos chegam a ser ridículas suas performances. Então como explicar seu estrondoso "sucesso"?
Justin, Restart, Nxzero, Charlie Brown Jr. são efeitos colaterais (ou não) do que houve com o mundo nos anos 60, 70. Nessa época as pessoas que faziam a música passaram a ser idolatradas como nunca antes tinham sido. Passou-se a se dar uma importância milionária à música, quando se descobriu a venda de discos em massa. Não sem antes descobrir a alienação do público. A incapacidade de distinguir o ruim do bom. O que havia naquela época, e de certa forma continha o processo, era a inocência.
Hoje a fama, a riqueza, o dinheiro, os "highlights" são praticamente prerrogativas para que muitas pessoas se sintam bem, e a inocência como uma palavra que descreve uma ambição moderada morreu. Justin faz sucesso por causa do mau do século XXI: a falta de assunto. A grande jogada de Scooter, seu produtor, foi pegar um garoto que cantava razoávelmente bem, adicionar uma consultoria de estilo que o vestiu, o penteou, e lançou no mercado da música singles, vídeos e performances que fizeram os jovens entediados em casa se imaginarem fazendo o que ele faz: sucesso na internet, sucesso com lindas meninas, sucesso com todo mundo. Justin na verdade é um placebo.
Vejo também o lado desse menino. Na entrevista concedida à Sabrina Sato, do Pânico na Tv (http://www.youtube.com/watch?v=qCcpQ73b3w8) ,justin foi extremamente pernóstico com a apresentadora, que apesar de boba é muito simpática. E assim ela o tratou: rindo o tempo todo, dizendo que ele era lindo, etc, etc, etc. O moleque a olhava com desprezo e antipatia, a olhava como se fosse levá-la pra cama depois da entrevista e ir embora, deixando-a chorando por ele. Você consegue ver isso nas atitudes dele. E isso dá dó. Ele só tem 17 anos, e o sucesso, o dinheiro que fizeram em cima de seu suposto "talento" o fez ter cabeça de 15 e dinheiro de Shaik do Bahrein com apenas 17 anos. De forma nenhum isso é saudável para a cabeça de uma criança, que a 5 anos atrás ganhou um segundo lugar num concurso de canto local. Uma legião de blogueiros mundo afora conseguem acessos criticando-o, fazendo piadas com ele. É acusado de ser afeminado, de ser burro, de milhões de coisas terríveis sendo não mais que uma criança. Justin é vítima do seu própio sucesso. E isso faz dele um triste retrato da realidade midiática do século 21: As pessoas estão preferindo ver a fazer. Lucrar a aproveitar. E isso me deixa muito triste. Até a próxima e obrigado por lerem!
KELVIN
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