Esta semana li em um renomado site de notícias que o google topics, serviço que mostra as buscas mais acessadas nos últimos 5 dias, apurou que o nome "Justin Bieber" superou o nome "Jesus Crhist" em número de buscas. Confesso que para mim não foi nenhuma surpresa saber disso, na verdade eu meio que já esperava pelo dia que isso ia acontecer.
Isso me fez pensar profundamente nos tempos que vivemos hoje. Vejam bem, não tenho religião, não cultuo à nenhum deus, mas acho absurdo que um ser humano, mesmo que fosse ele Jimmy Hendrix ou qualquer outra lenda do rock clássico desperte mais interesse nas pessoas do que o própio J.C. (Jesus Crhist).
Justin nasceu em Ontário, no Canadá. Hoje ele está com 17 anos. Suas músicas são infinitamente baixadas todos os dias por milhares de pessoas ao redor do globo, e é impossível dizer quantas cópias de álbuns dele estão hoje realmente circulando em Mp3 players e Ipod por aí afora. Toda essa idolatria tem uma unica explicação simples e direta: Justin faz sucesso porque representa uma nova geração fútil e alienada.
Ele não é talentoso. Não canta tão bem assim. Toca quatro instrumentos mas nunca o vi fazendo sucesso por conta disso: os singles de maior sucesso do garoto foram compostos com sintetizadores e programas de computador. A real história de Justin é bem mais simples e sem brilho do que muitos dos fãs pensam.
Até 2006 o garoto não tinha conquistado grandes coisas no mundo da música. Nesse ano ele ganhou segundo lugar em um concurso de canto local. Passou a postar vídeos no youtube, quando um produtor musical, Scooter Braun, que produzia o rapper Usher viu seus vídeos e o levou a assinar contrato com a Island Records, gravadora do meu querido U2.
Tudo muito bom, tudo muito bem. Se não fosse o fato de que as letras são vazias. As batidas eletrônicas são razoávelmente bem sintetizadas mas nada que justifique 80.000 cópias vendidas só em sua terra natal. O garoto é um tanto desafinado, voz muito fina, em certos momentos chegam a ser ridículas suas performances. Então como explicar seu estrondoso "sucesso"?
Justin, Restart, Nxzero, Charlie Brown Jr. são efeitos colaterais (ou não) do que houve com o mundo nos anos 60, 70. Nessa época as pessoas que faziam a música passaram a ser idolatradas como nunca antes tinham sido. Passou-se a se dar uma importância milionária à música, quando se descobriu a venda de discos em massa. Não sem antes descobrir a alienação do público. A incapacidade de distinguir o ruim do bom. O que havia naquela época, e de certa forma continha o processo, era a inocência.
Hoje a fama, a riqueza, o dinheiro, os "highlights" são praticamente prerrogativas para que muitas pessoas se sintam bem, e a inocência como uma palavra que descreve uma ambição moderada morreu. Justin faz sucesso por causa do mau do século XXI: a falta de assunto. A grande jogada de Scooter, seu produtor, foi pegar um garoto que cantava razoávelmente bem, adicionar uma consultoria de estilo que o vestiu, o penteou, e lançou no mercado da música singles, vídeos e performances que fizeram os jovens entediados em casa se imaginarem fazendo o que ele faz: sucesso na internet, sucesso com lindas meninas, sucesso com todo mundo. Justin na verdade é um placebo.
Vejo também o lado desse menino. Na entrevista concedida à Sabrina Sato, do Pânico na Tv (http://www.youtube.com/watch?v=qCcpQ73b3w8) ,justin foi extremamente pernóstico com a apresentadora, que apesar de boba é muito simpática. E assim ela o tratou: rindo o tempo todo, dizendo que ele era lindo, etc, etc, etc. O moleque a olhava com desprezo e antipatia, a olhava como se fosse levá-la pra cama depois da entrevista e ir embora, deixando-a chorando por ele. Você consegue ver isso nas atitudes dele. E isso dá dó. Ele só tem 17 anos, e o sucesso, o dinheiro que fizeram em cima de seu suposto "talento" o fez ter cabeça de 15 e dinheiro de Shaik do Bahrein com apenas 17 anos. De forma nenhum isso é saudável para a cabeça de uma criança, que a 5 anos atrás ganhou um segundo lugar num concurso de canto local. Uma legião de blogueiros mundo afora conseguem acessos criticando-o, fazendo piadas com ele. É acusado de ser afeminado, de ser burro, de milhões de coisas terríveis sendo não mais que uma criança. Justin é vítima do seu própio sucesso. E isso faz dele um triste retrato da realidade midiática do século 21: As pessoas estão preferindo ver a fazer. Lucrar a aproveitar. E isso me deixa muito triste. Até a próxima e obrigado por lerem!
KELVIN
ADOREIIII ISSO MESMO ESSSSE TEXTO TEM QUE SER DIVULGADO ! PRA OS JOVENS SABER A MERDA QUE TÃO FAZENDO PERDENDO TEMPO COM ESSSE LIXO QUE CANTA.
ResponderExcluirAgradeço o comentário zulu!
ResponderExcluirPois é cara, é complicado ver que a aque ponto de desaculturação estamos chegando. Não vejo por bem uma sociedade erudita, escutando Bach e Franz Lizt. Porém BABY BABY OHHHHHH é tenso...
Pra mim, isso é a representação de pessoas vazias! Gostar de algo é uma coisa, idolatrar é outra e, é o que faz esse "bebê" ter essa postura que vc relatou, Lipe.
ResponderExcluirGostei do texto, só muda a cor do blog, meu hahhahahha ceguinha aqui!
Pois é Sara, infelizmente ele fez tanto sucesso que não pôde mais lidar com ele... Não sei se queria ser famoso dessa maneira.
ResponderExcluirHAHA por deixar, o layout do blog vai ser mudado. OBRIGADO!
O mundo parece que desaprendeu a ser mundo. Ou até mesmo esse significado seja mera tolice. O "resto", a porcaria cultural e toda babaquice é ornamentada em toda mídia. O público infelizmente existe, ou melhor, não existe, porque não têm liberdade, não pensam. Toda pessoa que luta contra esse modelo de pensar é contrariada e avulsa da realidade. Que importa essa mísera realidade?! Bibinha é apenas um gritinho afeminado musical do vazio sepulcral da nossa geração.
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